Com 65 mi vendidos, The Witcher 3 terá grande expansão, mas novos jogos não terão DLCs

Por Pixie junho 01, 2026
Arte promocional de The Witcher 3: Blood and Wine mostra o protagonista Geralt de Rivia empunhando uma espada e se defendendo com a magia Igni dentro de um círculo de fogo, enquanto enfrenta um vampiro ancião voador e dezenas de morcegos sob a luz da lua cheia.

A desenvolvedora polonesa CD Projekt Red divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, revelando novos dados comerciais sobre a franquia The Witcher e detalhes técnicos a respeito do próximo lançamento para o título The Witcher 3: Wild Hunt. O jogo, lançado originalmente em 2015, atingiu uma nova marca histórica de unidades vendidas no mundo e receberá uma nova expansão intitulada Songs of the Past.

Recorde de Vendas e Desempenho Financeiro

De acordo com o relatório fiscal apresentado pela diretoria da empresa, The Witcher 3: Wild Hunt superou a marca de 65 milhões de cópias vendidas globalmente. O número aponta um crescimento de 5 milhões de unidades comercializadas em relação ao balanço anterior, consolidando o título entre os dez jogos mais vendidos da história da indústria de jogos eletrônicos.

No âmbito financeiro geral, o Grupo CD Projekt registrou uma receita de 191 milhões de PLN (aproximadamente 52,6 milhões de dólares) no primeiro trimestre de 2026, representando um aumento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido consolidado do trimestre fechou em 106 milhões de PLN (cerca de 29,2 milhões de dólares). O fluxo de caixa foi impulsionado principalmente pelas vendas contínuas de Cyberpunk 2077, The Witcher 3 e a inclusão dos títulos nos serviços de assinatura de jogos.

Detalhes e Escopo de 'Songs of the Past'

A companhia confirmou o desenvolvimento de Songs of the Past, caracterizada oficialmente como a terceira expansão paga de The Witcher 3, com lançamento previsto para 2027. O projeto contará novamente com o personagem Geralt de Rivia como protagonista.

Durante a teleconferência com investidores, o Co-CEO da CD Projekt Red, Michał Nowakowski, abordou a escala do novo conteúdo, comparando-o aos lançamentos anteriores do jogo:

"Quando se trata do escopo, eu diria que está, na verdade, um pouco mais próximo de Blood and Wine [a segunda grande expansão do jogo]. (...) But a mensagem que eu gostaria de passar é que estamos definitivamente fazendo uma expansão grande e robusta."

Para fins de contextualização do histórico de produção da empresa, a expansão Blood and Wine (2016) adicionou uma nova região explorável ao mapa e uma campanha com duração estimada entre 15 e 40 hours de conteúdo, dependendo da abordagem do usuário. A primeira expansão do título, Hearts of Stone (2015), possuía uma estrutura menor, focada estritamente na narrativa.

Cronograma de Produção e Ausência de Expansões na Nova Trilogia

Embora a desenvolvedora continue investindo em conteúdo adicional para o terceiro título da saga, a CD Projekt Red confirmou que a nova trilogia da franquia, iniciada por The Witcher 4, não receberá expansões de grande porte pós-lançamento.

O motivo estratégico baseia-se no cronograma de produção estabelecido pela empresa, que planeja lançar três jogos inéditos da série dentro de um período de seis anos. O co-CEO Michał Nowakowski detalhou a impossibilidade técnica de conciliar o desenvolvimento de pacotes extras com as metas fixadas pela diretoria:

"Os planos são bastante ambiciosos – especificamente, é lançar três jogos de Witcher em um período de seis anos. Seria difícil, para ser muito sincero, adicionarmos uma expansão à próxima trilogia. É aqui que nos encontramos aqui e agora com esta questão específica."  

Esse posicionamento representa uma mudança no modelo de negócios tradicional adotado pela marca nos últimos anos. De acordo com o planejamento vigente, o suporte técnico para os futuros lançamentos se concentrará no cumprimento dos prazos das sequências, deixando de fora os conteúdos adicionais de grande escala que caracterizaram os títulos anteriores do estúdio.

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